- NIF válido (dígito de controlo)
- Adquirente confirmado
- Totais conferem
- Sem duplicados
- Período de setembro aberto
- Fornecedor novo (−15%)
- Retenção inferida (−10%)
- IVA coerente com a região
Como funciona
Do documento ao lançamento, com regras claras.
Cada documento segue o mesmo caminho. O que muda é se acaba em lançamento automático ou na fila de supervisão — e isso é decidido por regras que o gabinete controla, não por uma caixa negra.
O percurso
Seis etapas, uma decisão
- 01 · RECEÇÃO
Receção
SAF-T de faturação, portal do cliente, email dedicado ou upload. Cada ficheiro fica guardado com data, origem e quem o enviou.
- 02 · LEITURA
Leitura
O PDF ou a imagem é lido no próprio servidor: texto do PDF ou OCR local, que roda, endireita e amplia a página quando é preciso. Saem dados estruturados: NIF, número, datas, bases por taxa, IVA, retenções e autoliquidação. A IA só é chamada quando a leitura local não é fiável.
- 03 · VERIFICAÇÕES
Verificações
NIF, totais, duplicados, período, fornecedor e IVA. Cada verificação passa ou falha — e cada falha tem um peso.
- 04 · CONFIANÇA
Confiança
Confiança da leitura e da classificação, penalizada pelas verificações falhadas, comparada com o limiar da empresa.
- 05 · DECISÃO
Lançar ou supervisionar
Confiança acima do limiar, valor dentro do limite e sem bloqueios: lança. Caso contrário, entra na fila de supervisão com a razão.
- 06 · APRENDIZAGEM
Aprendizagem
Cada correção do contabilista vira uma regra por fornecedor. Da próxima vez, o mesmo caso é automático.
Lançamento automático
O lançamento é criado no diário certo, numerado e encadeado, com a explicação e as verificações guardadas. O contabilista vê-o no razão como qualquer outro — e pode estorná-lo.
Fila de supervisão
O documento fica proposto, não lançado. A fila mostra a razão (por exemplo, "Confiança 74% abaixo do limiar 95%"), a proposta e as alternativas. Aprovar, corrigir ou rejeitar.
Verificações
Determinísticas primeiro, IA depois
Antes de confiar na classificação, o sistema confirma factos que não dependem de interpretação. Algumas falhas penalizam a confiança; outras bloqueiam o lançamento automático.
NIF
Dígito de controlo do NIF português, correspondência com o fornecedor já conhecido e confirmação de que o adquirente é a própria empresa.
Bloqueia se o adquirente não for a empresaTotais
Base + IVA − retenção na fonte = total. As somas por taxa têm de conferir com o total do documento, com tolerância de arredondamento.
Penaliza a confiançaDuplicados
Mesmo fornecedor, mesmo número e mesma data ou valor no mesmo exercício. Um possível duplicado nunca é lançado automaticamente.
BloqueiaPeríodo
A data do documento tem de cair no exercício e num período aberto. Períodos bloqueados não recebem lançamentos, automáticos ou manuais.
Bloqueia se o período estiver fechadoFornecedor
Conhecido, com histórico e regras? Ou novo? Um fornecedor sem histórico passa por supervisão na primeira fatura, para que a primeira decisão seja humana.
Penaliza a confiança · configurávelIVA
Taxa coerente com a região (Continente, Açores, Madeira) e o regime da empresa; dedutibilidade por categoria — existências, imobilizado, outros bens e serviços.
Penaliza a confiançaConfiança
Um número que se explica
A confiança final combina a confiança base — da extração e da classificação — com as verificações. Cada verificação falhada multiplica por (1 − peso); um peso de 100% bloqueia.
Exemplo: base 0,97; fornecedor novo (peso 0,15) e retenção inferida em vez de lida (peso 0,10). Confiança = 0,97 × 0,85 × 0,90 = 0,74. Abaixo do limiar de 0,95, o documento vai para supervisão — e a fila mostra exatamente estas três linhas.
Regras de confiança
Quatro regras que o gabinete controla
Valores por omissão pensados para um gabinete típico. Cada um pode ser ajustado ao nível do gabinete e, quando faz sentido, de cada empresa.
Limiar por empresa
Abaixo do limiar, o documento vai para supervisão. Empresas com documentos simples podem descer; empresas sensíveis podem exigir 99%.
Limite de valor
Acima do limite, mesmo com confiança alta, o lançamento espera pela aprovação de um humano. Ajustável por empresa.
Fornecedores novos
A primeira fatura de um fornecedor sem histórico nem regra passa por supervisão. Depois da primeira aprovação, o fornecedor fica conhecido.
Ativos fixos
Bens de investimento exigem decisões — vida útil, método e taxa (DR 25/2009) — que o contabilista confirma antes de o bem entrar no mapa de depreciações.
Aprendizagem
Cada correção é a última
Quando o contabilista corrige uma conta, uma categoria de IVA ou uma percentagem dedutível, o sistema guarda a decisão como regra ligada ao NIF do fornecedor.
- Regras por fornecedor (NIF ou nome), por código de produto ou por palavra-chave na descrição.
- Âmbito por empresa ou por gabinete: uma regra pode servir todas as empresas com o mesmo fornecedor.
- Cada regra regista quantas vezes foi aplicada e quando; regras inativas podem ser reativadas.
- Regras manuais têm prioridade sobre a sugestão da IA — o gabinete tem sempre a última palavra.
Vendas e bancos
O mesmo princípio, sem IA onde não é precisa
Vendas a partir do SAF-T
O SAF-T de faturação é um ficheiro determinístico: não há nada a interpretar. Os lançamentos de vendas, IVA liquidado, notas de crédito e recibos são criados sempre automaticamente. Só param para revisão se faltar uma conta no mapa da empresa ou se o ficheiro repetir um período já importado.
Conciliação bancária
Cada movimento do extrato recebe propostas de correspondência com as faturas em aberto, com confiança. Correspondências exatas (valor, data e referência) são conciliadas automaticamente; as restantes ficam para revisão, com as alternativas ordenadas.
Veja o percurso ao vivo
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